Como seria ter de esperar pelo seu amor, depois de ele desaparecer, sem saber para onde, e quando irá voltar? Clare Abshire lida com isso todos os dias. Seu marido, Henry DeTamble, é viajante no tempo. Ele simplesmente desaparece e muda de tempo cronológico, sem ter consentimento de para onde nem para qual época irá.Nome: A mulher do viajante no tempo
Autor: Audrey Niffenegger
Edição: 1
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788560280407
Ano: 2009
Páginas: 450
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva
Sinopse Original: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.
Clare, era aquela garotinha ruiva de 6 anos na pradaria de sua casa, quando conheceu Henry. Ele, viajando no tempo, contou a ela seu segredo e as datas em que iria voltar para vê-la novamente. E aos poucos Clare se apaixona por Henry, um homem estranho que voltava de tempos em tempos.
Finalmente, eles se encontram no presente e é ai em que a história deles começa de verdade.
Nosso amor foi o fio no labirinto, a rede embaixo de quem caminha na corda bamba, a única coisa verdadeira e confiável nesta minha vida estranha. - A mulher do Viajante no Tempo (carta de Henry à Clare).Apesar de ainda nova no ramo da escrita, Audrey Niffenegger impressionou muitos leitores do mundo inteiro com sua estréia literária, "A mulher do viajante no tempo". Ela adora fazer descrições de cada movimento de seus personagens, e é ótima nisso, escrevendo naturalmente, de uma forma cativante.
Em compensação à escrita de Audrey, alguns termos do livro, realmente fez o mesmo perder muitos pontos. Provavelmente, estes termos como "mijar" e "fazer pipi" foram erros graves de má tradução, e não da autora.
Clare: "E Henry, meu Ulisses? Henry é um artista de outra espécie, um artista do desaparecimento." - Página 242O livro, mesmo aparentando ter uma compreenção confusa, é revelado o contrário. A leitura é bem rítimica, mesmo envolvendo o passado, presente e futuro.
É uma obra para se encantar com a história e se maravilhar com a escrita. Com certeza, este livro já se tornou o preferido de vários leitores.
Henry: "Como é a sensação? (...) Quando estou em outro tempo, me sinto pelo avesso, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um adarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro vianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.
(...) Há alguma forma para ficar no presente, abraçá-lo com todas as células do seu corpo? Não sei." - A Mulher do Viajante no Tempo, página 10
Nota final do livro: ★★★★★ (ótimo!) ♥ (favorito)
O filme
P.S. O filme, em inglês, chama-se "The Time Traveler's Wife", porém, em português, ele foi adaptado para "Te amarei para sempre" - algo totalmente diferente!
Para os que já leram
O final deste livro pode ser comparado com o final de Romeu e Julieta. A morte dada à Henry foi um destino cruel para ele. Mesmo sendo um fim trágico, a história não deixou de ser linda. Depois que Clare perdeu Henry para a morte, eles continuaram se encontrando durante anos, através das viagens no tempo. Os encontros continuaram, até mesmo quando ela já estava de cabelos brancos e pele enrugada, anos depois da morte do marido. Isso que fez tudo valer a pena para Clare, que era continuar tendo Henry, mesmo depois de falecido.
O parte mais bem escrita do livro, com certeza, é a carta de Henry à Clare. Relembre um trecho:
"Estou escrevendo em minha secretária no quarto dos fundos, olhando para o seu ateliê no jardim coberto da neve azul que caiu de noite. Está tudo escorregadio e cheio de gelo, no maior silêncio. É uma daquelas noites de inverno em que parece que o frio de cada coisa faz o tempo passar mais devagar, como o centro estreito de uma ampulheta por onde o próprio tempo flui lentamente, lentamente." - A mulher do Viajante no tempo